domingo, 21 de fevereiro de 2010

falando com as estrelas..

Levantei-me, não conseguia adormecer. Pareciam estar a atirar cometas para a minha janela..
Muito me arrepiei e muito supreendida fiquei mas mesmo assim a ansiedade de ver o que se passaria aumentou.
Percebi que me estavam a chamar porque a claridade que trespassava a janela era cada vez maior e um calor que aumentava e me deixou inquieta.
Então? Abri a persiana esta ainda com um chiar enferrujado e olhei..
Olhei para o céu! Olhei para a lua.. Olhei para as estrelas que me estavam a chamar, que me queriam falar..
Queriam-me falar sobre o que estava ainda por entender, que na verdade eu estava sempre á procura de do porquê mas o porquê fugia a 7 pés e parecia ter 7 cabeças, que se completavam com 7 braços.
Elas chamaram-me.
Olhei, olhei bem para o céu.. E elas cintilavam como nunca! O brilho era maior que o da Lua.
Dançaram, rodaram e dançaram..
Até que? Até que elas pararam..
Pararam de voar, de dançar em torno da minha cabeça..
Mas o brilho era cada vez maior..
Elas juntaram-se e formaram uma palavra, uma palavra que me ocupou meus olhos, que refelectiam-se em todas as gotas de orvalho e pelo mar extenso..
Elas? Escreveram bem, bem dimensionado a palavra ''NUNCA''
Nunca? Nunca mais o que?
Nunca mais voltar? Nunca mais lutar? Nunca mais sorrir? Nunca mais acreditar? Nunca mais cair? Nunca mais arriscar? Nunca mais perdoar? Nunca mais chorar? Nunca mais sentir saudade? Nunca mais chatear? Nunca mais sonhar? Nunca mais?
Nunca mais te amar? Nunca mais te odiar? Nunca mais?
Milhares de pensamentos me surgiram como uma avalanche que aumentava a cada segundo e me engolia o raciocínio. Então eu disse ''chega'' e percebi que NUNCA (ai sim) devemos deixar que nos escolham o futuro, porque este somos nós que o fazemos..
E assim peguei, uma por uma e escrevi bem alto no céu ''SEMPRE'' .

Érica Figueiredo

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